quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Funky Humpy

Apesar da controvérsia que envolve a origem e os méritos de sua autoria, pois não se pode afirmar com exatidão quando e onde foi criada e nem se precisar quem é o inventor dessa mosca, credita-se seu surgimento à necessidade de adaptação dos antigos padrões britânicos (considerados demasiado frágeis por utilizarem penas em suas asas) às agitadas águas norte americanas.

Segundo a teoria de seu nascimento, sua primeira aparição se deu nos anos 20, registros de um jornal de pesca da costa leste americana descrevem com detalhes uma mosca que possuía um abdômen em forma de corcunda (hump), um padrão diferente para a época que chamou a atenção e despertou muito interesse. Um pouco mais tarde, por volta dos anos 30/40, indícios de montagens desse padrão por antigos atadores de diversas localidades no meio-oeste teriam despertado a atenção de um propretário de uma fly shop na Califórnia fazendo com que o padrão tivesse chegado de forma definitiva à costa oeste, atravessando o país e alcançando grande popularidade. A partir daí, seu sucesso foi tão grande que a humpy teria se transformado em um verdadeiro fenômeno nacional.


A humpy é uma mosca seca montada com uma generosa quantidade de pelos de Alce e Cervo (que formam respectivamente sua cauda, abdômen e asas) e um volumoso colar de penas de galo, que lhe conferem uma flutuabilidade surpreendente, muitas vezes dispensando o uso de flotante. Uma outra característica excelente é sua visibilidade, essa mosca permanece visível aos olhos do pescador tanto em águas agitadas como também nas últimas horas de luz do dia o que facilita enormemente a pesca no visual. Sua grande silhoueta na água indica aos predadores que ela é uma substancial quantidade de proteína e apesar de não imitar uma espécie de inseto em específico (podemos classificá-la como uma atractor), seu poder de atração desperta o sentido oportunista dos peixes e não a deixa passar ilesa sem provocar ataques. 


Material Básico:
  • Anzol Tiemco 100 #12
  • Fio de atado 8/0 - Oliva
  • Uni Floss - Oliva
  • Moose Hair - Preto
  • Elk Hair - Descolorado
  • Pena do pescoço do galo - Grizzly e Marrom



Passo a Passo:

1º Coloque na morsa um anzol com a farpa amassada e inicie uma base de fio de atado a partir da metade da haste, indo até o final de sua parte reta, retorne com o fio para o ponto de início.


2º Pegue um pequeno tufo de Pelo de Alce e depois de alinhá-lo, tome como medida o mesmo comprimento da haste do anzol.

3º Prenda as fibras de Moose Hair na parte de cima da haste do anzol cobrindo com o thread até o ponto inicial de amarração. 


4º Corte o excesso das fibras e arremate fazendo um pequeno cone. 


5º A partir desse ponto, posicione o floss na lateral da haste e enrole o fio de atado por cima até o final de sua parte reta. Retorne com o fio de atado ao ponto inicial.


6º Pegue um tufo de Pelo de Cervo e depois de alinhá-lo, tome como medida o comprimento da haste do anzol mais a cauda.


7º Passe o tufo para a outra mão e corte o excedente. Prenda as fibras com o auxílio do fio de atado. Nesse passo, cuide de puxar o tufo pra cima de tal forma que as fibras fiquem amarradas na parte de cima da hasteRetorne com o fio de atado para o ponto inicial.


8º Enrole o Floss para a frente, por cima das fibras presas à haste, finalize com algumas voltas de fio de atado e corte o excesso.


9º Dobre o Elk Hair por cima do Floss e prenda com algumas voltas do Thread.


10º Levante o tufo de fibras e faça algumas voltas com o fio de atado na frente bem próximas à base para que as fibras permaneçam levantadas, formando a asa da mosca.


11º Divida o tufo ao meio, aplicando uma amarração em forma de 8 ao redor de ambas as partes. Aplique algumas voltas com o fio de atado ao redor da base de cada parte, cuidando para que as asas mantenham o formato de V.


12º Prenda as duas penas do pescoço do galo na lateral da haste, bem próximas à base das asas. Passe o fio de atado para a frente das asas, posicionando-o próximo ao olho do anzol.


13º Dê três voltas com as penas na haste atrás das asas e duas voltas na frente, finalize amarrando com o fio de atado e cortando o excesso.


14º Puxe todas as fibras pra trás e faça uma pequena cabeça com o fio de atado. Dê o nó de acabamento e aplique uma pequena gotícula de cola.



Variantes:

Basicamente as variantes se resumem às substituições de material, pode-se usar Elk Hair também na cauda, substituir o Elk Hair por Deer Hair, usar Calf Tail para as asas ou fazer a base do abdômen (parte colorida) somente com o fio de atado. Pode-se também variar a cor do floss, sendo as mais comuns amarela, vermelha, branca, preta ou verde.


Como trabalhar a isca:


Deve-se arremessar a mosca rio acima e deixá-la derivar naturalmente pela correnteza. Eventualmente, especiamente em águas mais calmas, pode-se usar a técnica de skating, aplicando-se pequenos toques suaves, fazendo a mosca deslizar na superfície da água como se fosse um inseto tentando voltar a voar.

Lembre de Não Esquecer:
  • Essa é uma mosca grande, volumosa, uma midge atada em um anzol do mesmo tamanho parecerá muito menor, sendo assim, apresentações delicadas são mais difíceis. Para compensar, procure arremessar um pouco mais além do que faria com uma mosca mais delgada.
  • Por conta dessa característica, é recomendável um leader (e um tippet) mais forte (menos fino) que normalmente seria usado com uma mosca menos volumosa em um anzol de mesma numeração.
Grande Abraço

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

HO Candy Double X

A motivação para o atado de determinado padrão pode vir de diversas fontes: seja pelo sucesso da pescaria de um amigo, através da publicação de uma receita em um site ou revista especializada ou simplesmente porque um de seus mestres a atou (ou ainda, como é o caso, os três ao mesmo tempo). Quando isso acontece, diz-se: "você foi fisgado por essa mosca", o que em parte não deixa de ser verdade, mas particularmente acredito que o gatilho para disparar essa motivação tem fundamento científico, pois no fundo um bom pescador sempre tenta observar as coisas pela ótica do peixe, e sendo assim, se uma determinada mosca o atraiu, é porque ele viu nela alguma coisa que pensa que irá também despertar interesse no peixe.



Meu estímulo para o atado dessa mosca foi um tópico em um fórum, criado pelo mestre Odimir Gaspar sobre padrões utilizados em flotadas (pesca realizada em botes que descem o rio, flutuando de forma razoavelmente controlada ao sabor da correnteza) na Patagônia. Algum tempo depois, reforçando minha motivação, pude assistir o mestre Odimir em ação atando-a, a convite de outro mestre, Betinho Oliveira, em um dos episódios de seu excelente programa A Arte do Atado. Assim como uma truta dispara em direção à mosca que lhe é apresentada, alguma coisa me dizia que aquele padrão tinha algo que valia muito a pena, nesse sentido, fui literalmente atraído pela mosca.


As moscas mais eficientes em disparar esse gatilho são chamadas de Attractors, uma categoria de moscas secas que não imitam nenhum ser vivo em particular, ou melhor dizendo, possuem reunidas em uma só mosca características potencializadas de diversos seres (tamanho, cor, silhoueta, movimento, etc) e que despertam nos peixes o impluso para o ataque. São utilizadas principalmente quando não há a ocorrência de eclosões de insetos em particular e os peixes estão muito mais orientados pelo oportunismo da oferta de alimentos do que pela predileção por determinado cardápio. 

Esse padrão de attractor foi desenvolvido por Tim Wade, dono da North Fork Anglers, reconhecidamente um grande criador de padrões que produzem ótimos resultados onde quer que sejam utilizados. Pode representar facilmente uma grande stonefly, um gafanhoto ou outro inseto de tamanho razoável indicando ao peixe uma grande quantidade de proteína ao alcance de uma simples bocada!

Sendo assim, peço licença aos mestres Odimir e Betinho pela ousadia das poucas adaptações que fiz e por tentar reproduzir em um modesto passo a passo a montagem desse padrão. Vamos seguir essa motivação e partir pra morsa!

Material Básico:
  • Anzol Tiemco 5263 #6
  • Fio de atado 6/0 fluo orange
  • EVA 2mm tan
  • Angora Goat Dubbing burnt orange
  • Poly Yarn branco
  • Pena do pescoço do faisão dourado (tippets)
  • Perninhas de borrachas listradas (branco/preto)
  • DNA Holo Chromosome Flash pearl
  • Elk Hair natural
  • Marcador Permanente preto



Passo a Passo:

1º Coloque um anzol na morsa, com a farpa amassada, prenda o fio de atado e faça uma base por toda a parte reta da haste, desde o olho até a curva do anzol.


2º Pegue uma pena do pescoço do faisão dourado (tippets) e retire as fibras do entorno que não possuem as listras pretas, o resultado deverá ser um "leque" bem definido.



3º Prenda a pena no final da parte reta da haste do anzol. O comprimento dessa "cauda" deverá ser aproximadamente do mesmo tamanho da parte reta da haste. Esse tamanho deve ser tal que garanta que as duas listras negras fiquem visíveis mesmo depois de presa a tira de EVA (próximo passo).


4º Corte uma tira de EVA com largura igual à abertura do anzol e recorte uma das pontas em formato ovalado.


5º Prenda a tira de EVA por cima da pena de faisão de tal forma que as listras negras ainda sejam visíveis. O ponto de amarração deverá ser o final da parte reta da haste do anzol. Dê de 4 a 5 voltas com o fio de atado para formar o primeiro segmento do abdômen.



6º Levante a tira de EVA e bem junto dê duas voltas com o thread na haste do anzol. Aplique o dubbing no fio de atado e enrole na haste para formar o sub corpo do próximo segmento do abdômen.


7º Passe a tira de EVA por cima do dubbing e prenda com duas voltas do fio de atado. Esse segundo segmento deverá ser ligeiramente menor que o anterior. 


8º Corte uma perninha de borracha ao meio e prenda essa metade em um dos lados desse segmento com 2 voltas do fio de atado.


9º Gire a morsa e repita a operação no outro lado do segmento, fixando com mais duas voltas de fio de atado.



10º Repita o passo 6, levantando a tira de EVA e bem junto faça duas voltas com o fio de atado na haste do anzol. Mais uma vez, aplique o dubbing ao thread e enrole na haste para formar o sub corpo do próximo segmento do abdômen.


11º Agora repita o passo 7, prendendo a tira de EVA por cima do dubbing com duas voltas do fio de atado. Esse segmento deverá ser do mesmo tamanho que o anterior.


12º Corte o excedente da tira de EVA e arremate a amarração com algumas voltas de fio de atado, formando um pequeno cone. 


13º Separe 10 fibras do DNA Holo Chromosome Flash, dobre ao meio e corte. Prenda as fibras por cima do cone pela metade do seu comprimento, avance para frente com algumas voltas do fio de atado, dobre o excedente das fibras para trás e retorne com o thread fixando com algumas voltas. Apare as fibras para que fiquem com comprimento ligeiramente maior que o abdômen.


14º Separe um tufo de Elk Hair, retire o sub pelo e as fibras mais curtas. Coloque-o no hair stacker com as pontas finas voltadas para baixo para alinhá-las.


15º Posicione o tufo de Elk Hair, a partir do ponto onde foi fixado o DNA Holo Chromosome Flash, com as pontas finas já alinhadas, voltadas para frente. Prenda as fibras de Elk Hair com algumas voltas de fio de atado sem tensioná-lo, até bem próximo do olho do anzol, nesse ponto dê duas voltas bem apertadas com o thread. Apare com uma tesoura o excedente das pontas grossas.


16º Retorne com algumas voltas de fio de atado, bem tensionadas, até a parte mais alta do cone. Dobre as fibras de Elk Hair para trás e prenda-as com 2 voltas de fio de atado para formar a cabeça da mosca.


17º Corte outra perninha de borracha ao meio e prenda uma metade de cada lado desse segmento da cabeça, como nos passos 8 e 9.



18º Corte um tufo de Poly Yarn e prenda-o pela metade do comprimento na parte de cima do segmento da cabeça. Apare as fibras para que não fiquem maiores que os fios do Elk Hair.


19º Aplique um pouco de dubbing no fio de atado, puxe as fibras do DNA Holo Chromosome Flash, Elk Hair e Poly Yarn para trás e dê duas ou três voltas para dar acabamento à amarração. Dê o nó de finalização de sua preferência e aplique uma gota de cola ou head cement para travar. Aplique também uma gotícula de cola no ponto e amarração das pernas para fixá-las no lugar.


20º Apare o excedente do tamanho das rubber legs, cujo comprimento não deverá exceder o comprimento do anzol.



Pode-se pintar alguns pequenos riscos com um marcador permanente nas laterais do EVA e sobre os segmentos, adicionando mais detalhes à mosca.

Como trabalhar a isca:

O trabalho com moscas secas na grande maioria das vezes é arremessá-las rio acima deixando que derivem naturalmente, sem que sejam dragadas, ao sabor da correnteza, como um inseto sendo levado pela água. Porém como estaremos pescando com uma attractor, pode-se e deve-se tracioná-la com pequenos recolhimentos de linha para que deslize sobre a água (skating), simulando o voo das fêmeas de alguns insetos para depositarem seus ovos na água.

Lembre de Não Esquecer:

As penas do pescoço do faisão possuem no cálamo, uma "sub-pena" que pode ser facilmente separada e utilizada como asas em moscas pequenas.

Grande Abraço

domingo, 23 de novembro de 2014

Crazy Charlie

Na contramão das sofisticadas moscas para salmão que nos enchem os olhos pela beleza da combinação de materiais e cores, e que desafiam as habilidades dos atadores devido à quantidade de etapas e disciplina na obtenção da proporcionalidade necessárias à sua montagem, está uma mosca notavelmente eficiente que exercita de forma exemplar o famoso princípio KISS (Keep it simple stupid), considerado desde os anos 70 como uma diretriz em diversos segmentos da indústria bem como empregado até hoje por profissionais de TI. Montada com nada mais do que um anzol, olhos de chumbo e algumas penas de galinha, essa mosca é a fiel retratação de seu criador, um homem simples, rústico, mas que carrega a maravilhosa sabedoria do pescador primordial.

Charlie Smith (mais conhecido como Crazy Charlie) era ainda um chef de cozinha quando recebeu a difícil tarefa de assegurar que dois dos ilustres hóspedes do resort de pesca onde trabalhava, os primeiros ministros das Bahamas e do Canadá, tivessem uma boa pescaria de bonefish. Durante a noite que antecedeu a pescaria, Charlie passou um bom tempo escolhendo que iscas seriam usadas e fazendo experimentações para novas moscas, até que sentiu ter descoberto um padrão que seria realmente eficiente, nascia assim a Nasty Charlie, mais tarde rebatizada com o nome de seu criador, considerado o mais conhecido padrão para bonefish.

Versão "apimentada", Hot Orange Crazy Charlie

Por se tratar de um padrão extremamente simples, é natural que surjam variações, modificando e acrescentando um ou outro detalhe com o objetivo de customizar a versão original para outras ocasiões nas quais ela também tem se mostrado bastante produtiva. Seja adequando-se seu tamanho para espécies menores, seja substituindo-se os materiais originais por outros mais chamativos para aumentar sua atratividade, suas variantes por mais diversas que sejam, sempre guardam a mesma essência que a consagrou quando criada por Charlie Smith, um corpo delgado na haste do anzol, "olhos" pesados para inverter a posição do anzol durante seu "nado" e um tufo de material com a dupla função de "camuflar" a ponta do anzol e conceder-lhe movimento (vida).

Tentando ser o mais fiel possível não ao padrão original, mas a uma variante muito popular, segue abaixo a lista de materiais e a seqüência de passos necessárias à sua montagem. Vamos à morsa?

Material Básico:
  • Anzol Mustad 34007 #6
  • Fio de atado 6/0 - Creme
  • Chenille - Marrom Claro
  • Olhos de Corrente (Bead Chain) pequeno
  • Slink Fibre - Cor Camarão 



Material Opcional:
  • Bucktail
  • Twisted Angel Hair



Passo a Passo:

1º Coloque um anzol na morsa, com a farpa amassada, prenda o fio de atado e faça uma base iniciando a partir do olho do anzol, até aproximadamente 1/4 do comprimento da haste.


2º Nesse ponto, fixe os olhos de corrente, tomando cuidado para que estejam perpendiculares à haste. Uma amarração em formato de oito ao redor dos olhos e uma gota de cola garantem uma boa fixação.


Detalhe da amarração 

3º Continue com a base de fio de atado até a curva do anzol, retornando com o thread para o ponto logo atrás dos olhos de corrente.


4º Prenda o chenille fixando por toda a haste até à curva do anzol e retorne com o fio de atado para a frente dos bead chain eyes.


5º Enrole o chenille na haste fazendo voltas juntas uma na frente da outra.


6º Quando chegar próximo aos olhos, passe por cima e segure o chenille esticado para frente.


7º Faça a fixação do chenille com umas 4 voltas de thread e corte o excesso.


8º Gire a mosca de cabeça para baixo para facilitar o trabalho das próximas etapas.



9º Prenda um tufo de Slink Fibre bem próximo aos olhos e siga dando voltas com o fio de atado até o olho do anzol.


10º Dobre as fibras para trás e retorne com o fio de atado dando voltas fixando-as ao mesmo tempo em que se molda um pequeno cone.


11º Dê o nó de finalização de sua preferência e aplique uma gota de cola.



12º Apare o tamanho das fibras de tal forma que fiquem com aproximadamente 1,5 vezes o tamanho do anzol.



Variações:

Pode-se substituir as fibras da asa e o chenille do corpo da mosca por diversos tipos de materiais, aqui a fibra foi substituída por bucktail:



Pode-se também acrescentar brilho, como Angel Hair ou Krystal Flash e até mesmo atá-las somente com material brilhoso (o que lhes concederá maior resistência) como nessas versões da Gotcha (uma prima da Crazy Charlie com cauda):



Como trabalhar a isca:

Deve-se arremessar a mosca e dependendo da profundidade que se queira alcançar aguardar para que ela afunde, depois basta recolher com pequenos puxões fazendo-a avançar como um camarão que nada fugindo de um predador. A cada puxão, deve-se aguardar 1 ou 2 segundos para que ela afunde novamente como se estivesse morrendo. 

Lembre de Não Esquecer:
  • Apesar dessa versão não levar lastro que faça a mosca afundar, o chenille encharca e ajuda a levar a mosca mais pro fundo. Em casos de necessidade de atingir profundidades maiores, pode-se adicionar algumas voltas de fio de chumbo por baixo do chenille.
  • Em locais onde não haja estruturas, rios e lagos com poucas pedras e praias, pode-se deixá-la tocar o fundo a cada vez que desce.
Grande Abraço